Quando alguém consegue definir os termos utilizados em um
debate, provavelmente sairá como vencedor. Essa estratégia é tão típica da
esquerda cultural que alguns têm chamado de novilíngua.[1]
Por exemplo, sua agenda política nunca é “socialista”, mas “progressista” – subentendendo-se que seus opositores são “retrógrados” e estão,
sabe-se lá por quais intenções escusas, lutando contra a marcha da História e
do progresso. Viu? Vitória por nocaute antes de iniciar a luta!
Isso ocorre também na questão do aborto. Em debates,
manifestações e principalmente na propaganda feminista pró-aborto, o aborto é apresentado
como uma questão essencialmente de “saúde pública” e de “liberdade individual”; uma capa da revista Istoé sobre o Projeto de Lei 5069, que trata do aborto, menciona três vezes os "direitos civis" femininos em jogo, mas "aborto", apenas uma vez ("feto", então, nem pensar!). Logo, o aborto nada tem a ver com moralidade, especialmente a religiosa, certo? E quem se
atreveria a ser contra a saúde, a liberdade e os direitos da mulher, não é mesmo?
